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Layla e Madjnun (“O Livro Divino”, Farid ud-din Attar)

  Alguém perguntou a Madjnun: “Amas muito a Layla?”. Ele respondeu:
Verdadeiramente, não a amo”.
   Assombrado, seu amigo disse: “Mas, como, passas os dias e as noites chorando, compondo versos em sua honra, sem comer nem dormir, louco de saudade; isto não é amor?”.
   Madjnun contestou: “Transitório é tudo isto. Agora Layla converteu-se em Madjnun, Madjnun converteu-se em Layla. Um fundiu-se no outro Tal como o leite e o vinho, eles escaparam da tara da dualidade. Manifestou-se a unidade, a dualidade não pôde mais penetrar dentro desses lugares”.
   “Se procuras o objeto de teu amor ao preço de tua alma, perde-te afim de que se manifeste”.
   “Perde-te de tal maneira, que nunca mais possas encontrar-te na vida”.